segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A CAMINHO DA 1ª CONFECOM/NF


Cerca de 20 pessoas participaram do encontro na tarde de sábado, no teatro do Sindicato dos Petroleiros em Macaé da discussão com objetivo de iniciar as mobilizações para a 1ª Conferência de Comunicação do Norte Fluminense. Com a presença de uma representante da Federação Nacional dos Jornalistas Sônia Gomes e de outra do Fórum de Nacional de Democratização da Comunicação, Beth Costa. Durante três horas os profissionais da comunicação da região puderam esclarecer dúvidas sobre os caminhos para a CONFECOM-NF a partir do tema: “Que Conferência de Comunicação queremos”.
A abertura da atividade foi feita pelo diretor do Sindipetro-NF Valdik Oliveira, que reafirmou a disposição do Sindicato dos Petroleiros em apoiar e discutir as questões da comunicação no Brasil. “A comunicação brasileira deve ser discutida e nós queremos participar deste que é o primeiro momento que a população do Brasil poderá dizer o que pensa da comunicação”, disse o diretor.
Logo após, Marcel Silvano, representando a Atracom – Associação dos Trabalhadores em Comunicação de Macaé deu as boas vindas às duas convidadas e fez um breve histórico desta mobilização macaense e ainda associou a crise de representação política do Brasil à necessidade de outra comunicação. “Sabemos que esta discussão está se desenvolvendo no país há algum tempo. Mas aqui, o debate começou a tomar forma após a decisão sobre o diploma, que não é mais obrigatório para o exercício da profissão. Mas em momentos como o que vivemos, especialmente essa última semana, a crise de representação, é fundamental pensarmos uma comunicação plural, democrática e que garanta liberdade de expressão”, pontuou Marcel. O jornalista Vitor Menezes, de Campos veio par dizer como andam as mobilizações por lá. “Estamos mobilizando, tivemos um encontro como esse e entendemos que é necessário discutir regionalmente a comunicação, por isso estaremos empenhados na conferência do Norte Fluminense. Não dá mais para tratar a região separada”, disse Vitor que também é professor.
Com a palavra, a representante da Fenaj Sônia Gomes disse que o esforço dos movimentos sociais é que a Conferência seja com todos os setores envolvidos, trabalhadores e sociedade civil, governo e iniciativa privada, mas essa proposta tem dificuldades nacionalmente. “As associações de proprietários têm se esforçado para não deixar a conferência acontecer, mesmo após decreto do governo convocando. Agora se retiraram da preparação da Conferência”, informou.
Já Beth Costa do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação trouxe as experiências da preparação a nível nacional e estadual e ressaltou que a conferência está mobilizando os movimentos sociais de todo o país que querem a comunicação mais regionalizada, democrática e plural. Falou da necessidade de discutir a função das TV´s públicas, da criação de conselhos de comunicação social em âmbitos municipal, estadual e nacional e ainda o papel das rádios e tv´s comunitárias para a sociedade. “Há todo um esforço por parte d sociedade civil e do Governo Federal para a realização desta conferência. Ela vai acontecer, já tem datas marcadas, porém é fundamental que todos participem inclusive o setor privado. Às vezes não avançamos porque não há a discussão necessária e correta, esse é o momento”, falou Beth.
Uma deliberação do encontro foi que a Comissão Pró-CONFECOM/NF procurará o Prefeito de Macaé para convocar a Conferência Municipal, visto que a vontade de todos é realizá-la na cidade.

O QUE É A 1ª CONFECOM/NF


A 1ª. Conferência de Comunicação do Norte Fluminense acontece nos dias 11 e 12 de setembro em Macaé, em local ainda a ser confirmado. O objetivo da Conferência é aprofundar o debate e reflexão sobre a reestruturação das leis que regem a comunicação no Brasil, há muito não aplicadas e obsoletas, discutir a questão das concessões de rádio e Tv, a democratização nos meios de comunicação, canais comunitários, Tv digital, internet, telecomunicações, construção e consolidação de políticas públicas de Comunicação locais, estaduais e nacionais, entre outros temas.

Na Conferência também serão eleitos de delegados para participar da Conferência Estadual e depois da Conferência Nacional de Comunicação convocada pelo Governo Federal para os dias 1, 2 e 3 de dezembro em Brasília.Fazem parte da Comissão Organizadora da 1ª. Conferência de Comunicação do Norte Fluminense a Associação dos Trabalhadores em Comunicação de Macaé, o Sindipetro-NF, Associação de Imprensa Campista, Pastoral da Comunicação de Macaé, Fórum Nacional de Professores de Jornalismo e Mandato do Vereador Danilo Funke.
ALGUMAS PROPOSTAS PARA A CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO:

http://www.cut.org.br/content/view/16145/ - CARTILHA DA CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

http://www.fndc.org.br/internas.php?p=listdocumentos&categ_key=116 - DOCUMENTOS DO FÓRUM NACIONAL DE DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO SOBRE A CONFERÊNCIA

http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2761 - MATÉRIA NO SITE DA FENAJ SOBRE A SAÍDA DA CONFERÊNCIA DOS "DONOS DA COMUNICAÇÃO", LIDERADOS PELA GLOBO

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O PT DO RIVERTON E DO SARNEY

Em Macaé o PT municipal não se mostra diferente do que votou na comissão de ética do Senado. A decisão de apoio ao Sarney pela Direção Nacional é a mesma decisão da Direção Municipal em apoiar o também confuso prefeito Riverton. O afastamento das bases de sustentação do PT por parte da maioria da direção do município fez o PT perder o bonde da história e, ficar a reboque da máquina municipal e dos 5 mil assessores que garantiram a reeleição do prefeito pela diferença de apenas 3 mil votos pro segundo colocado.
A postura é a mesma, a falta de transparência nas administrações do PMDB do Senado e de Macaé é idêntica, os atos secretos macaenses vivem pipocando em jornalecos ou em tamanhos minúsculos em paginas de classificados. A nomeação de parentes, as assessorias fantasmas, a transformação do público em propriedade de uma ou duas famílias, o controle dos meios de comunicação, a perseguição política, a falta de diálogo com a sociedade, a péssima aceitação popular e o imenso desgaste são características comuns a José Ribamar Sarney e a Riverton Mussi. Os dois são do mesmo partido e fazem a mesma política.
O problema não está no que eles (PMDB) são, mas com quem o PT está. A aliança do PT com o PMDB em Macaé foi imposta pela mesma direção que impôs o voto a favor do Sarney no senado na quarta-feira. Portanto, fique registrado que a direção do PT de Macaé segue a mesma lamentável postura da direção nacional.
Mas 2009 é um ano fundamental para o PT, para o Brasil e para Macaé. O PED Processo de Eleição Direta é o mecanismo que só o PT tem. Todo filiado vota e pode ser votado nas direções nacional, estadual e municipal. É a hora de dizer um basta a esses que afogam a história do PT no mar de lama de alianças espúrias, do toma lá dá cá, do autoritarismo, do fisiologismo, em nome de cargos e barganhas.
Basta! Esse PT não dá mais. Não podemos permitir que esses dirigentes se perpetuem. O desafio está colocado. Nas eleições do PT vamos votar contra os aliados do Sarney nas direções nacional e estadual e contra os aliados do Riverton na eleição municipal. É a hora do filiado ao PT dar a sua contribuição e dizer que não dá para ficar quieto diante de tanta perda de identidade.
Ainda é possível retirar o PT dessa paralisia a que está submetido, vamos mudar as direções e dar outro rumo. O rumo da luta, da militância, da ousadia e do socialismo. Com todas as letras e todo o fôlego ainda podemos gritar bem forte:
- Tô vendo uma esperança



Por Marcel Silvano
Secretário de Formação Política do PT-Macaé
http://www.marcelsilvano.blogspot.com/

O PT DO SARNEY...

Estamos todos estatalados com os últimos acontecimentos nacionais, em especial, nessas últimas 48 horas que ficaram para trás. Passaram apenas no relógio, mas não sairão das páginas da história do Brasil, do congresso e, principalmente do Partido dos Trabalhadores. As duas perdas de ícones do partido, mais a terrível orientação da atual direção majoritária do PT à bancada petista do senado trouxeram à lona o partido fundamental para a história recente do Brasil.
O Partido dos Trabalhadores foi o principal ator de três décadas de organização e mobilização popular, de diálogo constante com os movimentos organizados e as parcelas mais pobres da sociedade. Também é protagonista de avanços inigualáveis na mudança de perspectiva do país, cuidando da dignidade daqueles que mais necessitam desse cuidado e invertendo o olhar da prioridade.
Mas esse partido assumiu ao pé da letra suas estratégias pragmáticas eleitorais, e acabou por embolar-se na hora de dar mais alguns “passos atrás para dar um para frente”. E levou um grande tombo. A discussão em torno da companheira Marina Silva, figura de inquestionável atuação em favor de outra ordem mundial, de uma sociedade pautada nos valores da libertação dos mais pobres para que não haja nem pobres nem ricos, e exercitava isso, a partir de uma espiritualidade que dá a ela uma serenidade e uma atuação radical (de raiz) em defesa da vida e da sustentabilidade.
A vida e a sustentabilidade que Marina luta é a finalidade da existência do PT. A democracia radical, o cuidado com o planeta a partir da Amazônia até o último ser vivo, nas dimensões sociais, políticas e econômicas. Essa inigualável companheira anuncia sua saída do PT após 30 anos de luta. Tenho me perguntado o que Chico Mendes pensaria neste momento. Talvez as lágrimas choradas pela Marina nos momentos mais íntimos de reflexões fossem o símbolo do sangue deste mártir e junto o sangue de outros que tombaram pela mesma luta.
O Senado Federal também rendeu ao PT a lona. Essa história de antecipar disputa eleitoral com a abertura dos processos, como foi colocado pela atual direção não cola. O Sarney não é aliado de nossas lutas e de nossas utopias. Penso novamente o que pensariam os que sonharam esse partido. O engavetamento dos processos contra Sarney e Virgilio. A crise do Senado não tinha nada a ver com o PT. E agora o PT adotou o ônus do Sarney. O atual presidente do Senado não é saudável para a democracia. Será que tudo que ouvimos sobre a história da figura emblemática do dono do Maranhão não é verdade.
Logo após a decisão dos senadores que votaram pelo arquivamento dos processos, outra perda pesou aos nossos quadros. Flávio Arns (PR), sempre firme nas suas falas a favor da justiça e da vida para todos, ele que também é oriundo de movimentos da Igreja Católica, sobrinho de Zilda Arns da Pastoral da Criança e de Dom Paulo Evaristo Arns, guerreiro contra as torturas e atrocidades da ditadura militar. Flavio se diz envergonhado e anuncia seu afastamento do PT. Assim com Arns, eu tenho vergonha do voto dos três que compõem a comissão de ética e da decisão da direção nacional do partido. Acredito que o melhor caminho não é deixar o PT agora, mas reconheço que motivos eles tiveram para isso. A equivocada decisão da direção nacional, mais uma vez falou contra os apelos da sociedade e apontou para o distanciamento flagrante do partido com suas bases que beira ao desrespeito. Arns e Marina farão imensa falta no processo eleitoral interno do PT que se aproxima, em novembro.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

UMA SILVA SUCESSORA DE UM SILVA?


Leonardo Boff - Teólogo

Não estou ligado a nenhum partido, pois para mim partido é parte. Eu como intelectual me interesso pelo todo embora, concretamente, saiba que o todo passa pela parte. Tal posição me confere a iberdade de emitir opiniões pessoais e descompromissadas com os partidos.

De forma antecipada se lançou a disputa: Quem será o sucessor do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva?
De antemão afirmo que a eleição de Lula é uma conquista do povo brasileiro, principalmente daqueles que foram sempre colocados à margem do poder. Ele introduziu uma ruptura histórica como novo sujeito político e isso parece ser sem retorno. Não conseguiu escapar da lógica macro-econômica que privilegia o capital e mantém as bases que permitem a acumulação das classes opulentas. Mas introduziu uma transição de um estado privatista e neoliberal para um governo republicano e social que confere centralidade à coisa pública (res publica), o que tem beneficiado vários milhões de pessoas. Tarefa primeira de um governante é cuidar da vida de seu povo e isso Lula o fez sem nunca trair suas origens de sobrevivente da grande tribulação brasileira.

Depois de oito anos de governo se lança a questão que seguramente interessa à cidadania e não só ao PT: quem será seu sucessor? Para responder a esta questão precisamos ganhar altura e dar-nos conta das mudanças ocorridas no Brasil e no mundo. Em oito anos muta coisa mudou. O PT foi submetido a duras provas e importa reconhecer que nem sempre esteve à altura do momento e às bases que o sustentam. Estamos ainda esperando uma vigorosa autocrítica interna a propósito de presumido “mensalão”. Nós cidadãos não perdoamos esta falta de transparência e de coragem cívica e ética.

Em grande parte, o PT viou um partido eleitoreiro, interessado em ganhar eleições em todos os níveis. Para isso se obrigou a fazer coligações muito questionáveis, em alguns casos, com a parte mais podre dos partidos, em nome da governabilidade que, não raro, se colocou acima da ética e dos propósitos fundadores do PT.

Há uma ilusão que o PT deve romper: imaginar-se a realização do sonho e da utopia do povo brasileiro. Seria rebaixar o povo, pois este não se contenta com pequenos sonhos e utopias de horizonte tacanho. Eu que circulo, em função de meu trabalho, pelas bases da sociedade vejo que se esvaziou a discussão sobre “que Brasil queremos”, discussão que animou por decênios o imaginário popular. Houve uma inegável despolitização em razão de o PT ter ocupado o poder. Fez o que pôde quando podia ter feito mais, especialmente com referência à reforma agrária e a inclusão estratégica (e não meramente pontual) da ecologia.

Quer dizer, o sucessor não pode se contentar de fazer mais do mesmo. Importa introduzir mudanças. E a grande mudança na realidade e na consciência da humanidade é o fato de que a Terra já mudou. A roda do aquecimento global não pode mais ser parada, apenas retardada em sua velocidade. A partir de 23 de setembro de 2008 sabemos que a Terra como conjunto de ecosissitemas com seus recursos e serviços já se tornou insustentável porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já passou em 40% de sua capacidade de reposição.

Esta conjuntura que, se não for tomada a sério, pode levar nos próximos decênios a uma tragédia ecológicohumanitária de proporções inimagináveis e, até pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana. Cabe reconhecer que o PT não incorporou a dimensão ecológica no cerne de seu projeto político. E o Brasil será decisivo para o equilíbrio do planeta e para o futuro da vida.
Qual é a pessoa com carisma, com base popular, ligada aos fundamentos do PT e que se fez ícone da causa ecológica? É uma mulher, seringueira, da Igreja da libertação, amazônica. Ela também é uma Silva como Lula. Seu nome é Marina Osmarina Silva.

Leonardo Boff é autor do livro Que Brasil queremos? Vozes 2000.

Aproveito para sugerir o seguintes links do YOUTUBE sobre algumas reflexões da companheira em diversas atividades. FSM, CEB´S, ENTRE OUTROS.

http://tinyurl.com/ns9oav

http://www.youtube.com/watch?v=FsoU-jyiwsI

http://www.youtube.com/watch?v=-Qay2DOi_hM

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ESCRITOS DA LIBERDADE - PARTE 2

Quando pensar em lutar pela paz pergunte o que significa isso?
Será a paz, a ausência de guerras?
Será a paz, o fim dos assaltos?
Será a paz, o fim do tráfico:
de drogas, de armas, de mulheres, de crianças?
Será a paz o fim do tráfico:
de árvores da Amazônia, de animais silvestres, de galo de briga?
Será a paz o sono tranquilo no sofá durante a novela?
Mas o que seria isso?
Dirigir meu carro pelas ruas do Rio ou São Paulo ou Macaé e não ter medo.
Do assalto no sinal de trânsito,
Da blitz policial,
Do carro ao lado.
Será a paz, a mesma dos cemitérios?
Companheiro Dom São Pedro Casaldáliga eterno Bispo do Araguaia e da libertação, interceda sempre por nós e continue cantando em forma de oração por aquela paz, que não nos deixa em paz. (http://www.pucrs.br/mj/poema-paz-34.php)

A resposta, está voando no vento...

video

domingo, 16 de agosto de 2009

ENSAIO SOBRE A GRIPE - 2



Máscaras já trazem acoplado celular, MP3 e até um balão de oxigênio próximo para que ninguém precise dividir o mesmo ar. Esses especiais, com balão de oxigênio, dão onda e passaram a preocupar os tradicionalistas e conservadores do planeta.
As fabricantes foram obrigadas a retirar do mercado. Movimentos como o MLM - Movimento Legalize a Máscara e o ODO - Oxigênio dá Onda fizeram manifestações que reuniram milhares de pessoas pelas ruas por quase todos os países, menos a Colômbia, a Venezuela e a Bolívia. Os dois últimos por que realizaram um plebicito popular e aprovaram a distribuição indiscriminadamente, a preços populares, subsidiadas pelo Governo. Os dois países, em parceria quebraram a patente da máscara que dá onda e passaram a produzir com tecnologias próprias. O oxigênio da Venezuela e da Bolívia ficou famoso. Todos estão dizendo que é "do bom" e realmente é bom. Já a Colômbia, atendendo ordens militares dos EUA, após a base militar instalada por Obama no país, proibiu e passou a fornecer oxigênio puro para o mercado paralelo.
Na Venezuela e na Bolívia, o plebicito que liberou a máscara da onda previa também a criação de uma empresa pública com dupla nacionalidade O2NDA e além disso a participação da população no controle da utilização. As ações têm dado certo e são mínimos os casos de dependência ao oxigênio nesses dois países.
No Brasil a proibição colou. Mas de uma forma diferente. Os impostos acoplados ao preço da máscara foram aumentados e o preço da mácara da onda ficou exorbitante. Os valores ultrapassam os R$ 700,00 e somente os ricos, bem ricos conseguem comprar. Foi a proibição financeira. Mas após alguns meses alguns problemas foram surgindo. Lojas de máscaras passaram a ser saqueadas e organizações criminosas controlaram a venda, porém com preços populares. Mas o Governo do Estado do Rio adotou uma política que está sendo adotada agora pelo de São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e outros nove estados já anunciaram que adotarão as medidas. O Bope subia os morros e, com o caveirão, atirava a torto e a direito, com o objetivo de exterminar os potenciais traficantes de máscara da onda.
As aulas foram adiadas e as férias de julho não terminam mais. As escolas não estão preparadas para receber as crianças e jovens (mas já estiveram preparadas?) e a intensão é previnir o contágio e evitar que mais crianças sintam a onda da mácara de oxigênio.
A capital do petróleo do Brasil, no interior do estado do Rio às margens do Oceano Atlântico e próximo à Ilha do Francês. Diminuiu o número de ônibus que circulam no sistema de transporte público, aumentou o preço das passagens causando um colapso no dia-a-dia da cidade. Agora o principal fator de contágio são os engarrafamentos, porque as ruas não suportam tanto carro e não há caminhos alternativos.
Ainda há muita apreensão, os primeiros infectados continuam em quarentena, mas não recebem nem alimento, nem informações, assim como a maioria dos que estão trancados aqui fora.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

CADÊ O MEU BILHÃO?


Discutindo sobre transparência com um amigo essa semana, após a palestra com o poeta Ferreira Gullar no Teatro de Macaé, fiquei sem resposta para uma pergunta que deveria ser simples. Para onde foi o dinheiro do orçamento municipal de Macaé no primeiro semestre? A resposta de todos que estavam debatendo foi taxativa. “Foi só tapa-buraco”. Éramos três jornalistas e um servidor público. Quem provocou o tema debatido levantou sua dúvida por ter sido procurado para apresentar projetos culturais já para 2010 e por ter recebido queixas de que em 2009 nenhum projeto foi posto em prática.
Procurei a lei do orçamento 2009 do município. A relação orçamento/população continua exorbitante, possibilitando boa qualidade de vida para todos, sem bem aplicados os recursos. Somos hoje, de acordo com o site da prefeitura http://www.macae.rj.gov.br/ 169.725 macaenses. A lei, disponível no mesmo site aponta um orçamento para este ano de R$ (um bilhão setenta e seis milhões setecentos e setenta e seis mil e três reais). Então vamos lá: 1.076.776.003,00 dividido por 169.725 dá 6.344,24 para cada um.
Lembrei de outras coisas, que têm sido discutidas nos meios que prestam algum tipo de assistência às populações mais pobres de Macaé. Boa parte das instituições que têm subvenções do município não está recebendo os repasses regularmente. Tem até ONG de vereador com repasse atrasado, imagina o resto.
Seguindo a conversa, eu questionei que a esquerda apresenta muita dificuldade de trabalhar o orçamento para acompanhar o modelo de utilização da direita. E que a transparência dos gastos públicos, apresentados semestralmente à população através de audiências públicas em linguagem fácil e didática seria um caminho para chegar perto de transparência. Outro sugeriu que a esquerda entende de orçamento sim, tanto que apresentou o melhor formato de construção e execução: o Orçamento Participativo. Concordei, mas avaliamos que são poucas as iniciativas de fato que cumpram o objetivo e não mascarem.
O que precisamos fazer para que com um orçamento bilionário, que nada mais é que meu dinheiro, seu dinheiro e o dinheiro do seu vizinho, alguém dê satisfação do que tem sido feito? Precisamos saber o que aconteceu em Macaé no primeiro semestre além do pagamento de pessoal (fora DAS). Quais obras de fato são deste ano, quais as ações além de manutenção da máquina (saúde, educação, assistência, serviços) de fato ocorreram?
Por enquanto, estamos afundados na lama da falta de transparência em um município pequeno e bilionário que perpetua a velha política do autoritarismo e da intransigência. Bem parecido com a história do atual presidente do Senado. Talvez seja orientação partidária.

E aí, cadê o meu bilhão?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ENSAIO SOBRE A GRIPE - NA REAL 2


A sessão estava repleta de engravatados de terno. Eram advogados, juízes e outras pessoas que desenvolvem suas profissões com a exigência de utilização deste tipo de vestimentas. Logo na chegada, saindo do elevador no 3º andar do Fórum de Macaé, a recomendação para desligar os telefones ficou ofuscada pela fila para as ações preventivas contra a tal gripe.
Todos, precisaram ingerir cerca de cinco a seis bolinhas, homeopatia que teria a pretensão de proteger o organismo dos que ali estava do temido vírus do porco. Num copinho de plástico, os presentes ingeriam o medicamento. O impacto maior estava nas máscaras, e na expectativa de que todos somente entrariam no Plenário do Fórum com a máscara vestida.
Não foi bem assim. A máscara foi oferecida a todos, e quem preferiu utilizá-la o fez. Dezenas de pessoas ficaram as duas horas de sessão em homenagem aos advogados com as máscaras. O presidente informou a todos que estava dando o primeiro passo e que Macaé era uma cidade que corre sérios riscos de contágio em grandes proporções.
O impacto nos presentes foi pesado e a maioria não aderiu ao apelo para a utilização do acessório. Os vereadores, reunidos na sala de fundo, mantinham suspense. Quando surge o primeiro deles, com a máscara meio envergonhada, tapando apenas a boca. Após aparecem mais dois com máscaras: Danilo Funke e o presidente da Câmara Paulo Antunes. Porém logo retiraram para iniciarem os trabalhos.
Como resultado prático e positivo, foi solicitado pelos vereadores a liberação por tempo indeterminado das mulheres gestantes que são servidoras públicas. A inciativa já está sendo adotada por municípios de diversas regiões do Brasil.

ENSAIO SOBRE A GRIPE - NA REAL


A preocupação com o contágio da Gripe H1N1, ou Nova Gripe ou Gripe Suína já tomou ares de paranóia e exageros. Em Macaé, a megalomania já é característica de nossos "comandantes" da política.

Uma cidade onde as reuniões da Câmara dos Vereadores têm acontecido no Fórum do Município, onde diversos parlamentares respondem por diversas suspeitas de crimes de várias naturezas. São incongruências que beiram a ousadia. Ousadia daqueles que, por mais enrolados que estejam, querem dizer que não temem e por isso não devem, ou o contrário.

Informações exclusivas garantem que o Presidente da Câmara que preside as reuniões do plenário do Fórum e já se investiu da autoridade de juiz, vai proibir a entrada daqueles que estiverem sem máscaras a partir de hoje 11 de agosto de 2009. As sessões ocorrem às 10 horas da manhã das terças e quintas. "Vou dar o ponta-pé inicial, Macaé é caso grave de Gripe Suína", disse o presidente do legislativo.

Daqui a pouco no primeiro dia da ordem, as pessoas receberão as máscaras de graça, a partir do segundo não se sabe. A ironia é que hoje, será uma homenagem ao dia do advogado e é aguardada a presença de juízes, promotores, advogados e outros para assistirem ao Presidente do Legislativo fazer com que todos eles, na casa deles, vistam-se da forma que ele quer.

Vamos conferir...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ENSAIO SOBRE A GRIPE



José Saramago já relatou a epidemia mundial da cegueira em seu "Ensaio sobre a cegueira"*. A cegueira branca, após um clarão, um mar de leite, começou com um motorista no sinal de trânsito. Após ele, o cidadão que se ofereceu para ajudá-lo a chegar em casa, que na verdade era um ladrãro de carros, depois um menino estrábico, a rapariga dos óculos escuros, o senhor com um olho vendado, o médico de olhos e assim vai...


As informações não chegam com clareza e a primeira suspeita é o contágio. Todos os que tiverem algum contato com um infectado seriam os próximos a desenvolverem a temida cegueira. Sem qualquer solução encontrada, a ação foi reativar manicômios abandonados para servirem de internato para os infectados pela tal cegueira leitosa. O pânico tomava conta de todo o governo, as autoridades e das pessoas.


A tal gripe suína ou A ou Influenza ou H1N1 tem dado sinais de parentesco com a tal cegueira do Saramago. A cada dia, mais e mais pessoas surgem com os sintomas, e o pânico começa a tomar conta da população mundial. E as autoridades e os senhores da Guerra, mais uma vez demonstram que não conseguem encontar caminhos para resolver os riscos de morte e as mortes causadas pela gripe.


Fico imaginando quando começarão os antigos manicômios a serem reativados para servirem de internato para os infectados pela tal gripe. Todos os infectados ficarão em quarentena e não poderão chegar próximo ao portão, apenas um, escolhido pelos demais, para buscar alimentos que serão deixados pelo exército. E os espaços da quarentena serão vigiados por soldados altamente amarmados e com máscaras, preparados para atirar em quem ousar chegar mais perto do portão.


As máscaras brancas já fazem parte do cotidiano. O que não poderia deixar de acontecer num sistema capitalista, as cores das máscaras são as mais variadas. Azul, vermelho, rosa, pink, lilás, roxo, amarela... estampadas, com desenhos animados, com mensagens de autoajuda e nos mais variados designers. Os preços estão ótimos e todos podem comprar, é claro que cada um de acordo com sua faixa salarial, mas já aceitam cartão de crédito e até cheque pré.




* LEIA O LIVRO NÃO ASSISTA APENAS O FILME

A PAZ E O SILÊNCIO


Joan Fiegas pensava nos dias de paz.
Pensou que aquele silêncio era quieto demais.
Achou melhor pensar em outra coisa...
Para ajudar na tarefa pegou a viola e a letra cifrada e tocou e cantou Redemption Song.
E nos salve Marley!

domingo, 2 de agosto de 2009

Sejamos companheiros... ou atuação com os pés que indigna qualquer um


Após aterrissar em Macaé na madrugada de sexta para sábado e descansar um pouco no sábado, vindo do 15º Curso do Rio: “Igreja e Transformação Social”, que compartilharei em pouco tempo por aqui, o show do Capital Inicial foi indispensável. Mas por agora vou retomar não os momentos festivos daquelas canções cheias de energia que trazem de volta os 80 e Renato Russo e Aborto Elétrico.
No caminho, já no centro de Macaé, literalmente no coração da cidade, na praça principal e bem em frente à Igreja Matriz de São João Batista, às 22 horas e 6 minutos, passo dirigindo com certa velocidade, mas pude perceber um carro azul da Guarda Municipal de Macaé com as luzes da sirene circulando, dentro da praça, pouco depois do portão ao lado da Igreja. A estranheza do fato me fez virar a cabeça.
Três guardas fardados, e a serviço, visto que estavam também utilizando a viatura, davam atenção a uma pessoa em situação de rua que não consegui vê-la ao certo, pois estava ao chão, deitada.
A praça, como os macaenses sabem, é cercada por grades e tem seis portões: dois ao lado da Igreja, dois ao lado do Hospital, um em frente aos bancos Brasil e Real e outro na outra extremidade, onde a noite é ponto de trabalho de travestis e prostitutas. Os macaenses também sabem que há uma regra, ou lei, que diz o horário limite para o fechamento dos portões e a saída de todos que estão ali na praça.
A regra vale para quem tem casa, família, local pra dormir e outras coisas do gênero. Mas não é tão tranqüila a lei para que não tem onde dormir, morar, para quem tem problemas alcoólicos e de demais dependências químicas, quem não tem família, que é recém chegado em Macaé e não conseguiu o sonhado troco do petrodólar agora não sobrou nem o do retorno.
A cena foi revoltante. Os três guardas de pé, em frente ao cidadão que estava ao chão encolhido. Não se sabe se de frio ou de medo, ou de dor. E, com os pés... com os pés... com os pés... sem o menor trabalho de dobrar a coluna ou os joelhos e tentar tratar aquele semelhante como deveria, os três servidores públicos, responsáveis pela proteção do patrimônio público, “enxotavam”, com os pés, um excluído do sistema, que não podia ficar naquela praça.


Situações assim precisam ser relatadas. O grande companheiro comandante Che Guevara já dizia que companheiros são os que são capazes de se indignar diante de uma injustiça. Sejamos companheiros e fiquemos indignados.

sábado, 1 de agosto de 2009

ELO HÁ!!!


Elo há!!!

Qual é o elo de Eloá?

Se existe ELE...

Existe Ela.

Existe um Elo!

Amémmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!





por Sandra Wyatt