domingo, 27 de setembro de 2009

COMEÇA DISPUTA INTERNA NO PT


Petistas estarão divididos entre governo e oposição

Em mais um processo de eleições diretas – PED, o Partido dos Trabalhadores de Macaé mobilizará seus filiados para escolherem as melhores teses que nortearão o partido nos próximos anos. Os filiados votarão também nos candidatos à presidente. Nesta disputa destaca-se o atual secretário geral André “Au Au” Barbosa, que representa a frente de oposição ligada ao vereador Danilo Funke e a ex-vereadora Ivânia Ribeiro. Já outra candidatura que demonstra força é do filho da vice-prefeita Guto Garcia que é recém filiado ao partido. As candidaturas a presidência e as chapas foram oficializadas no dia 23 de setembro, última quarta feira.
No último processo eleitoral acontecido em 2007, a chapa mais votada foi a que defendeu a tese de ruptura com o Governo Municipal e o PMDB. O grupo que na época disputou com o nome “Esperança, História e Dignidade” agora traz como mote de campanha o slogan “Tô vendo uma esperança” como uma referência ao grupo que participou da campanha vitoriosa do atual vereador petista Danilo Funke, que compõe a chapa. Além do parlamentar, outras lideranças petistas da cidade participam da chapa como a professora Ivânia Ribeiro, o secretário de formação política Marcel Silvano, a liderança da Associação dos Ferroviários Mazinho, além do Sindicato dos Petroleiros através de diretores como Valdick de Oliveira, entre outros sindicalistas e lideranças de movimentos sociais.
Já o lado petista que participa do governo tem como trunfo os cargos de assessoria e as filiações em massa em torno da candidatura do filho da vice-prefeita e secretário de ciência e tecnologia de Macaé. O grupo que conta com a participação dos ex-vereadores Maxwell Vaz e Luciano Diniz se dividiu em várias chapas. Cinco grupos foram formados para apresentar suas teses e buscar espaço na direção partidária, capitaneados por lideranças que compõem o governo com cargos, mas se dividem na forma de relacionamento com o PT.
As eleições internas do PT ocorrem no dia 22 de novembro e todos os filiados com mais de um ano de filiação podem votar nas novas direções do município, estado e país. O filiado vota nas chapas e no candidato a presidente em separado e o voto é secreto.
Para o candidato André Barbosa

QUEM É QUEM NAS CANDIDATURAS A PRESIDENTE DO PT MACAÉ

André “Au Au” Barbosa – Atual Secretário Geral do Partido, eleito na última eleição interna. Segundo colocado na última eleição para presidente, já exerceu função partidária de secretário geral e de formação política. É apoiado por sindicatos, movimentos sociais, pelo vereador Danilo Funke e a ex-vereador Ivânia Ribeiro.
Pontos Positivos – Experiência partidária. Grupo coeso na defesa por ruptura com governo Riverton. Boa aceitação do mandato do vereador Danilo Funke. Influência com filiados do PT da professora Ivânia Ribeiro. Nunca participou do Governo Municipal. É servidor público concursado. Crise do grupo que apóia o governo que apresentou cinco chapas diferentes. Potencial de resgate de filiados antigos. Chapa mais votada da última eleição. Apoiado por diversos fundadores do partido.
Pontos Negativos – Intensa campanha de filiação de assessores do grupo governista. Crítica de alguns filiados que acham que grupo é radical.

Graça do PT – Professora, fundadora do PT. Pré-candidata a prefeita em 2008. Já compôs direções executivas.
Pontos Positivos – Não participação no governo. Relação com filiados antigos.
Pontos Negativos – Dificuldade para articular grupo em torno de chapa e tese.

Guto Garcia – Filiado no final de 2007. Filiou-se ao partido assim que assumiu o cargo de Secretário de Ciência e Tecnologia de Macaé. Até hoje participou de poucas reuniões.
Pontos Positivos – Coordenou a estratégia de filiação dos cargos de assessoria da parcela do PT na prefeitura. Sua mãe é a articuladora do PT com o prefeito. É considerado o nome de consenso dos governistas.
Pontos Negativos – Candidato de continuidade do atual presidente Luciano Diniz. Representa dentro do PT o desgaste popular do governo. É muito criticado por não ter participação e nem conhecimento dentro do partido. Pouco tempo de filiação. Muitos filiados acreditam que ele está no PT apenas pela participação no governo. Enfrenta crise e rupturas no grupo governista.

Almir Lima – Fundador do PT compõe a tendência Esquerda Marxista e já compôs direção partidária.
Pontos positivos – Tempo de filiação. Ter composto direções.
Pontos negativos – Dificuldade de agregar filiados. Criticado por ser ultraesquerdista.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A HISTÓRIA ACONTECENDO


Após algumas semanas de muita correria, muitas tarefas e empenho irrestrito aconteceu a I CONFECOM – NF na última sexta e sábado (11 e 12 de setembro) no teatro do Sindipetro-NF em Macaé. Os atores que participaram foram inúmeros e de diversas frentes sociais. Tive a oportunidade e fiquei muito feliz de poder representar a comissão organizadora e a Atracom Associação dos Trabalhadores em Comunicação de Macaé e Região em alguns momentos importantes da Conferência como, por exemplo, a mesa de abertura.
Naquela sexta a noite, na cabeça já tinha um pouco o que eu falaria ladeado de secretários de comunicação da região que comparecessem, o prefeito ou a vice, se fossem também e um diretor do Sindipetro, donos da casa. Enfim, na formação da mesa eu fui o primeiro convidado, pela Atracom e enquanto foram chegando os demais componentes fui anotando no caderninho os pontos de minha fala. Depois o sub-secretário de Comunicação de Macaé Fernando Marcelo, representando os vereadores Danilo Funke também compôs a mesa seguido da vice-prefeita Marilena. Completando os componentes da abertura oficial Valdick de Oliveira, companheiro diretor de formação do Sindicato.
A partir de então fomos ao início: hino do Brasil, hino de Macaé e as falas. Eu tive o papel de iniciar. Comecei quebrando o protocolo e convidando para subir a Secretária de Comunicação de Rio das Ostras, Carla, que na época que eu trabalhei num jornal regional ela me ajudava a buscar fontes para pautas em Rio das Ostras. Ela deu o caráter regional à abertura da Confecom. Daí então seguiu para minha fala rascunhada no bloco:
“Boa noite a todos, aos componentes da mesa, secretária de Rio das Ostras, Carla, Marilena, vice prefeita, Fernando Marcelo, a quem agradeço pela urgência que atendeu nossas solicitações pela realização da Confecom, ao companheiro Danilo Funke vereador, que não mediu esforços e esteve disponível a todo momento e ao companheiro Valdick, do Sindipetro, que nos ofereceu a casa e nos deu a estrutura necessária para que estivéssemos aqui agora.
Estamos aqui celebrando este momento. É um momento de avanço para toda a sociedade brasileira, no sentido de abrir caminhos para a democratização da comunicação e, o mais importante, um momento que surgiu e aconteceu dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da sociedade.
Vivemos hoje um marco histórico. Um marco que coloca os interessados, trabalhadores, sociedade, estudantes, pais, que recebem informações e querem discutir o que seus filhos assistem, enfim, todos para debater o presente e o futuro da comunicação no Brasil.
Em nossa região, discutir a comunicação desta forma é também, fato novo, e nossas pautas que serão encaminhadas para as etapas estadual e nacional da Conferência se tornarão pautas a serem discutidas pelos executivos e legislativos das esferas federal, estadual e municipal.
Todos que viemos aqui hoje queremos a felicidade através da comunicação. Quando ligamos a Tv, acessamos a internet, ouvimos rádio, lemos jornal, queremos ser felizes. Mas vou me ater aos profissionais e aos estudantes de comunicação. Todos enfrentamos faculdades, pagas ou não, para sermos felizes produzindo comunicação.
Mas, posso dizer com toda a certeza que não dá pra ser feliz, com uma profissão sem regulamentação; não dá pra ser feliz com salários indignos e cargas horárias loucas que não nos permitem ser feliz com nossas famílias e amigos; não dá pra ser feliz escrevendo nossos textos, aquela pauta em que tivemos o maior tesão de fazer, e quando saímos da redação nosso texto é alterado; não dá pra ser feliz com faculdades que não formam jornalistas comprometidos com a cidadania e o desenvolvimento da sociedade, mas apenas serviçais do poder e do sistema.
Temos que reconhecer o governo Lula que foi esse espaço na história em que a sociedade pôde participar de forma mais intensa, através de conferências nas definições dos rumos do país, mesmo com as tentativas por parte dos empresários de atrapalhar a conferência, nós estamos aqui.
Obrigado a todos que vieram e vamos fazer valer esse momento. Muito obrigado”

O QUE É A VERDADE? OU, A VIDA É PRA SER FELIZ

Em seu momento inicial de calvário e sofrimento Jesus Cristo uma questão foi levantada e apóstolo, João a marcou com uma ênfase que deu a ela caráter filosófico. O que é a verdade? Jesus, após ficar em silencio e a dar respostas simples e curtas provocou essa reflexão em seu interrogador Pilatos, que apenas lançou ao ar a pergunta.
Entendo que a verdade e a felicidade caminham lado a lado. Não dá pra ser feliz quando as verdades são tão restritas que nos levam a conflitos pequenos que beiram a infantilidade.
Seja feliz, diga a verdade, faça feliz, viva e deixe viver.
Tenho algumas verdades que hoje me são absolutas. O resto é acréscimo de detalhes constatações, relatos, coisas que não farão a menor diferença. Verdades fazem diferença para a vida das pessoas, constatações são caprichos. Onde esteve, com quem estava, fez o que, que horas chegou, nada disso é verdade isso é satisfação. E a vida não pode se resumir em satisfações.
Você pode escolher na vida alguns caminhos. Você pode ser feliz, viver bem, construir a vida, ser livre. Mas você pode escolher ficar dando ou querendo satisfações(não verdades).
As satisfações são como correntes que amarram os pés e a alma. Quando moleque eu já tinha sérios problemas com meus pais por causa das satisfações. Eu normalmente ia jogar bola. Mas qual a diferença de jogar na quadra perto de casa ou na praia também perto de casa? No final das contas eu era feliz! E eles precisavam apenas saber que eu estava jogando bola.
As verdades fazem viver. Para mim uma grande verdade é que só se é feliz de fato vivendo um grande amor.
Outra grande verdade é que esse mundo precisa de uma nova ordem, uma lógica que defenda a humanidade e as vidas presentes no planeta.
Mais uma grande verdade é que o capitalismo para se tornar hegemônico precisa da guerra e da pobreza. Dessa forma podemos nos comparar e sempre acharemos alguém pior que nós. Caso você não encontre a solução é o suicídio e aí você vai ser patamar de comparação dos outros: “coitado suicidou-se, até que não tô tão mal assim”.
Verdades são muito além de nossas cabeças e constatações. Não dá é para entender que tudo que acontece tenha que ser dado satisfações como se fossem verdades e fizessem alguma diferença para a vida como um todo.
Não tenho uma cabeça que guarda muitos nomes, nem muitos detalhes. Dar satisfação de tudo não é meu forte. Muito menos se isso vai me render o menor problema possível. Eu considero que não tenho tempo para perder com isso.
Metade de nós é o que somos. A outra metade é a junção do que queremos ser, ou imaginamos que somos, ou que os outros querem que sejamos. Ao menos na metade que é o que sou quero ser feliz. Pelo menos nos seis meses que é o período que somos o que somos, depois mudamos. Todo mundo é sempre assim.

sábado, 5 de setembro de 2009

CONFECOM - NF SERÁ REALIZADA EM MACAÉ


Macaé prepara-se para sediar a Conferência de Comunicação do Norte Fluminense. O evento será realizado no teatro do Sindipetro/NF, nos dias 11 e 12 de setembro, abrindo oportunidade aos comunicadores, estudantes universitários dos cursos afins e à sociedade civil, de debater o tema “Comunicação: o que temos e o que queremos”, além de indicar os delegados que irão representar a região na 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro.
A Conferência de Comunicação do Norte Fluminense contará com a presença da representante do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação, Elizabeth Costa, que irá falar sobre a importância da Conferência Nacional para a sociedade brasileira. Participam ainda deste debate o diretor de Comunicação da CUT-RJ, Vitor carvalho, e o professor da Escola de Comunicação Social da UFRJ, Marcos Dantas. A comissão organizadora da Conferência aguarda a confirmação da presença do juiz João Batista Damasceno, especialista em Direto da Comunicação, também convidado a falar sobre o tema.
A solenidade de abertura será no dia 11, às 18h30, seguida do debate “A importância da Conferência Nacional de Comunicação para a Sociedade”. No sábado, 12, os trabalhos começam às 8h30, com credenciamento dos participantes, aprovação do Regimento Interno e apresentação do painel “Comunicação: o que temos e o que queremos”. Participam deste debate a representante dos grupo Comunicativistas, Claudia Abreu, o representante do Intervozes, Arthur William e o jornalista macaense Armando Barreto.
Na segunda etapa, a partir das 13h30, os grupos de trabalhos serão divididos para discutir os seguintes temas: Políticas Públicas Locais de Comunicação (financiamento, gestão, produção, difusão e acesso); Marco Regulatório e Instrumentos de Controle Público e Social; Comunicação Pública e Comunitária; Novas Tecnologias e Inclusão Digital; Comunicação, cultura e direitos humanos.
De 30 de outubro a 1º de novembro acontece, no Rio de Janeiro, a 1ª Conferência Estadual de Comunicação, evento preparatório que escolherá delegados para a Conferência Nacional de Comunicação, a Confecom, com realização prevista entre os dias 1º e 3 de dezembro em Brasília (DF). O objetivo geral é a formulação de propostas orientadoras de uma Política Nacional de Comunicação, visando promover o debate amplo, democrático e plural com a sociedade brasileira, garantindo-se a participação social em todas as suas etapas, nos termos desse regimento.


Jornalista: Marilene Carvalho

"TRAGA A BANDEIRA DE LUTA..." RELATO DE UM GRITO - 2005



Aos sete dias de setembro de dois mil e cinco, são sete horas da manhã. Preocupação ocupa as idéias. No dia anterior os telefones animaram e despertaram boa expectativa. Porém a chuva não parava de cair e a temperatura pedia mais um cobertor. A chuva continua e nos dirigimos para o ponto das vans, local combinado para concentração. Parece que São Pedro não dará trégua. Também quer Gritar, pensei.
Dez minutos de atraso e no local combinado estavam algumas pessoas, apenas uma para o mesmo fim. Juntei-me a ela e esperamos mais algum tempo – Grito nos aguardava as oito. “Ninguém mais vem. Tá chovendo. Tá frio. É feriado”.
“Vamos?” “Vamos”. Um telefonema, um companheiro certo de ir, deveria estar atrasado apenas.
“Cadê você? Dormindo?” “Não. Tem quantos aí?” “Dois”. “Vou de carro, tô chegando”.
Mais três minutos e chega o terceiro, com seu carro. “Vão bora”.
Saímos do centro de Macaé e a chuva continua.
Em direção a Cantagalo, Rio das Ostras-RJ.
“Não sei chegar lá”. “Vai, eu sei”.Entramos em direção ao distante distrito. “Ninguém vai, só a gente mesmo pra seguir essas idéias”.
Cazuza canta no rádio, “Viver é bom, nas curvas da estrada. Solidão que nada”. E assim embala a nossa ida.
No caminho muito verde, um asfalto recente onde a gente se apóia e a oitenta por hora tenta chegar logo.
Ninguém no caminho, a chuva parece que desistiu, também não acompanhou, só as nuvens negras mantém o sol distante.
Estamos chegando, alguns movimentos de pessoas, passamos pelos assentamentos dos trabalhadores rurais.
Três pessoas na estrada... “Estão indo pra lá, bandeira do Brasil, violão e caminhada”. “Taí o espírito”.
Chegamos primeiro, praça principal, coreto central, bares em volta, algumas casas e quatro minutos além do previsto, somos três. “Vamos descer”. “Tá frio, vai descer?” “Tô descendo, vou sentar no banquinho, esperar todos”.
Um senhor aparenta alguns anos a mais de sessenta. “Vocês estão pro grito dos oprimidos? Sim, é aqui? É, devem estar chegando vamos esperar”.
Dez minutos e chega a viola que passamos pelo caminho e a bandeira verdamarelazulebranca e as três pessoas que as acompanhavam.
Chegou mais um carro, um casal de senhores senta no banco da praça. Já conversávamos.
Um conhecido por telefone e mais nada. Todos a espera de mais alguém.
Mais um telefonema.
Pe. Mauro? Tô chegando, saindo daqui agora.
Dez minutos. Subimos no coreto, os três primeiros.
As cartolinas? Aqui. Quantas verdes? Amarelas? Azuis? Brancas?
Tem branca demais. Não tem problema!Vamos tentar montar. Dá pra fazer?
Dá. Não precisa ser certinha. É um processo de construção, em nossas mãos.
A viola já rolava e as pessoas cantarolavam...
“Eu sinto a presença de Deus, é na luta, é na luta, é na luta” e “Traga a bandeira de luta/ Deixa a bandeira passar/ essa é nossa conduta/ vamos unir pra mudar...”
Chega mais gente e vêm chegando mais, os moradores se aproximam.
Já descemos do coreto. Nesse momento já somos quase duas dezenas.
Chega mais um carro. Comecemos.
Estamos aqui, hoje, para gritar, contra todo e qualquer tipo de exclusão...
O companheiro Josivan, da CPT (Comissão Pastoral da Terra), direcionou os primeiros cumprimentos e as primeiras reflexões e as boas vindas. Seguindo, a companheira Ivânia direciona um trabalho em que colocaremos em uma cruz as formas de exclusão que mais nos tocam e machucam. Todos falam, contribuem.
Criança cheirando cola, mendigos nos sinais, juventude sem escola, demora de resoluções da justiça, discriminação de gênero e cor, falta de comida, violência no campo...
Após apontar as exclusões é a vez dos sonhos. Momento de discutir sobre o tema do Grito 2005 “Brasil: em nossas mãos a mudança” através da construção da bandeira nacional com as treze cartolinas coloridas. Marcel direcionou a atividade em que cada cartolina representa um sonho de Brasil, um sonho de mudança que cada um tem.
Profissionalização para os jovens trabalharem na indústria do petróleo; mudanças nos rumos da economia e do governo; governos populares e democráticos que tenham efetiva participação e decisão do povo; verdadeira distribuição de renda e terra para todos terem oportunidade; maior organização popular para lutarem por seus direitos; combate à corrupção; um país sem violência onde todos sejam iguais...
Agora, com um prospecto de bandeira, sem correção em detalhes e sem descrição central, na faixa branca, lembramos que o dizer da bandeira está incompleto deveria ser “Amor, Ordem e Progresso” sem o amor não existe ordem e de nada vale o progresso.
Partimos para a caminhada até a igrejinha católica de Cantagalo, Capela do Espírito Santo, disseram ser uns três quilômetros de distância.
“Traga a bandeira de luta/ deixa a bandeira passar/ essa é nossa conduta/ vamos unir pra mudar”
A bandeira do Brasil, que veio com a viola, agora estava à frente. E as várias faixas com dizeres diversos, seguidos pelas pessoas que cantarolavam embaladas pela emoção do dia, pelo grito travado e pelo som da viola. Pelo caminho os carros passam em direção oposta, uns quatro ou cinco no máximo. Nos intervalos de algumas canções, recitamos: Brasil - Em nossas mãos a mudança.
Recebidos na igrejinha, está a mesa posta, penduro a bandeira num mastro improvisado e pude ver as ofertas dos trabalhadores daqueles assentamentos. Doces, bananas, melancias, verduras, legumes, tudo ofertado, em frente ao altar.
“Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. /Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. /Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. /Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos. /Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. /Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. /Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. /Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. /Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa”.
Dessa forma nos inspiramos para mais uma etapa de partilha de pensamentos e idéias, e lembramos de vários mártires que foram perseguidos pela justiça e igualdade, os missionários em meio à luta pela terra, os grandes lutadores pelo bem da humanidade todos nominalmente citados, os de perto e os de longe.
Caminhando para o final do Grito, uma oração feita por um trabalhador rural do acampamento Presidente Lula, chamado Gaúcho, pede a benção dos alimentos e “que não falte na mesa de ninguém um pouco que seja para sobreviver essa é nossa luta”. E acrescentou que “enquanto tiver um ou uma companheira ou companheiro sem terra para plantar e colher nós estaremos lutando e da mesma forma, se falta comida para alguém estaremos na luta”.
Rezamos todos o Pai Nosso ecumênico e fazemos a partilha das ofertas apresentadas. Ao final, ao som da viola embalando “Cio da Terra”, um belo almoço com frango e aipim dali daquelas terras.
Já é meio dia e retornamos, de carona e com os companheiros de luta, Andreína, Ivânia, AuAu e Lurdinha. A chuva volta às 13 horas, todos em casa.


Marcel Silvano

TODOS AO GRITO!!!

O dia 7 de setembro se aproxima. O Grito do/as Excluídos/as reafirma mais uma vez a capacidade, a força e a responsabilidade de todos nós.
É o esforço daqueles que são construtores/as de uma Nação Livre e soberana.
O Grito nasceu como um movimento que reconhece a atuação política do povo sofrido.
Povo que se manifesta nas ruas, opina, atua, persiste e acredita que tem nas mãos a possibilidade de transformação.
O ponto central do Grito dos/ as Excluídos/as é a construção de um Brasil justo e com maior igualdade econômica e social.
Para isto, é preciso retomar o trabalho de base, discutir, definir com a população os principais problemas e como buscar juntos alternativas.
Venha participar do Grito dos/ as Excluídos/as de Macaé. Venha construir uma nova história sobre o Brasil que queremos*.

*Adaptação do texto de convocação do Grito do Rio de Janeiro



DIA 7 DE SETEMBRO
ATO CELEBRATIVO: 9 HORAS
PRAÇA CENTRAL DE VIRGEM SANTA
MACAÉ

SEGUE VÍDEO COM MOMENTOS FINAIS DO NOSSO GRITO DE 2006 EM MACAÉ

video

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